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| fotos: daryan dornelles |
giro na roda viva
publicado em 24 de ago. de 2012 2 comentários »
faíscas das britas e leite das pedras
publicado em 4 de jun. de 2012 3 comentários »
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| fotos: daryan dornelles |
Pensar nos feitos destas três mulheres é importantíssimo para a análise da atual geração. Mesmo que pouco comentado, Cássia Eller, Adriana Calcanhotto e Marisa Monte são, direta ou indiretamente, responsáveis pelo surgimento das dezenas de cantoras/compositoras da chamada neoMPB. Seria no mínimo injusto deixá-las de lado ao pensar no espaço que hoje ocupam artistas como Vanessa da Mata, Mariana Aydar, Roberta Sá, CéU, Tiê, Andreia Dias, Karina Buhr, Tulipa Ruiz, Marcia Castro, Ava Rocha, Luísa Maita, Nina Becker, entre outras.
Com mais de vinte anos de carreira e vencedora de dois Grammy Latino (“Melhor Álbum infantil”, 2006; e “Melhor Canção Brasileira”, 2010), Adriana Calcanhotto já lançou onze álbuns, incluindo os três de seu projeto infantil “Adriana Partimpim”. A partir de 2002, com o disco “Cantada”, a artista começou um intenso diálogo com músicos da nova geração, como o projeto +2 e a banda Los Hermanos. Conhecida por seu forte envolvimento com a literatura e as artes plásticas, Adriana já musicou poemas de Waly Salomão, Pedro Kilkerry, Carlos Drumond de Andrade e Mário de Sá Carneiro, além de fazer constantemente referência às obras de Hélio Oiticia. Em 2008, publicou o livro “Saga Lusa” (Editora Cobogó, 2008), onde relatou um surto psicótico induzido por medicamentos que a abateu durante a turnê do disco “Maré”, em Lisboa. Três anos depois, assinou as ilustrações do livro infantil "Melchior, o mais melhor" (Cobogó), do artista plástico Vik Muniz. Ainda em turnê com “Micróbio do Samba” (2011), seu último álbum de estúdio, Adriana recebeu o Banda Desenhada no escritório de sua assessoria e nos falou de sua carreira, da importância do tropicalismo e da relação com a atual cena musical brasileira.
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nostalgia, that's what rock'n'roll is all about
publicado em 28 de mai. de 2012 comente »
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| fotos: daryan dornelles |
Surgido em meados do século passado no sul dos Estados Unidos, o rock tem em seu berço a forte influência do blues e da country music. Entretanto, aos poucos, o gênero foi deixando de lado suas origens e seu caráter contracultural até se tornar um dos maiores signos da cultura pop. Vinculado a um forte marketing que atrelou sua imagem a um estilo de vida transgressor e inconsequente, o rock ultrapassou facilmente os limites da música, associando-se de forma indelével à juventude e ditando regras de moda e comportamento durante toda a sua história. Contestador e excelente laboratório para experimentações, o rock, por diversos momentos, também vem sendo utilizado como mero adereço de um sem número de modismos. Talvez, justamente por este caráter dúbio, conseguiu se perpetuar, tornado-se um elemento comum à boa parte da produção musical planetária e símbolo inconteste de uma eterna e almejada juventude.
É sobre este e outros tantos assuntos que o Banda Desenhada conversou esta semana com o guitarrista e produtor Pedro Sá. Integrante da Orquestra Imperial e da Banda Cê, com a qual acompanhou Caetano Veloso em seus últimos álbuns, Pedro também integrou a extinta e cultuada banda carioca Mulheres Q Dizem Sim, juntamente com Domenico Lancelotti, Palito e Maurício Pacheco. Considerado um dos grupos responsáveis pela atual cena musical brasileira, lançou apenas um álbum, em 1994, pela gravadora Warner. Sob a alcunha de Mike Balloni, Pedro participou depois da divertida e pouco conhecida Goodnight Varsóvia (também chamada Gold Nigth Varsóvia ou Gold Nyte Warsawa), ao lado de Kassin, Léo Monteiro, Moreno Veloso e Maurício Pacheco. O guitarrista esteve presente ao lado de Lenine nos álbuns "O Dia que Faremos Contato" (1997) e "Na Pressão" (1999) sendo, pouco tempo depois, convidado por Caetano Veloso para participar do “Noites do Norte” (2000), dando início assim à parceira que se estendeu nos anos seguintes. Paralelamente, Pedro colaborou com o projeto +2 e foi responsável por produzir o álbum de estreia de Rubinho Jacobina, “Rubinho e Força Bruta” (2005). Integrando a banda Cê, ao lado de Marcelo Callado e de Ricardo Dias Gomes, o guitarrista foi responsável, juntamente com Moreno Veloso, pela produção de “Cê” e “Zii e Zie”(2009). O músico também participou do recente retorno de Gal Costa aos estúdios, gravando com sua guitarra o álbum “Recanto” (2011). Entre outras tantas iniciativas, Pedro ainda desenvolve, ao lado de Domenico, o projeto de improvisação “Vamos Estar Fazendo” e produz os novos álbuns de Rubinho Jacobina e de seu irmão, Jonas Sá, além do disco de estreia de Moreno Veloso, com quem realizou uma série de shows intitulada "Parque 72".
Decididos a entender um pouco mais sobre a origem da atual produção músical brasileira, convidamos Pedro Sá para uma entrevista, onde o músico nos contou de sua carreira e deu opiniões sobre a atual cena:
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café e sinceridade quentes
publicado em 13 de abr. de 2012 1 comentário »
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