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| fotos: daryan dornelles |
De imediato, uma das qualidades que mais chamam a atenção ao se ouvir Marcia Castro é a sua capacidade de apropriar-se das mais diversas canções e, de forma visceral, transportá-las para o seu universo, recriando-as de tal modo que passam a ser a sua verdade, a sua história. Sua voz, ao mesmo tempo enérgica e confessional, é o fio condutor para uma viagem onde sutis dramas do cotidiano se transformam em crônicas cantadas. Contudo, a intensidade e a força de Marcia não se encontram somente em seu repertório e em suas interpretações. Durante a entrevista para o Banda Desenhada, a cantora baiana, radicada em São Paulo desde 2008, foi categórica ao defender suas opiniões e fez uma análise contundente sobre o atual cenário da música popular brasileira e a crise por que passa a indústria fonográfica. Com muito bom humor e acompanhada de Marcela Bellas e sua banda, Márcia nos recebeu em seu camarim, no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), onde realizou dois shows para o projeto Tabuleiro BA. Em um clima pra lá de acolhedor, a conversa correu solta e a entrevista tornou-se um agradável bate-papo:
