declare independência!


fotos: daryan dornelles













Todos nós já sabemos que a indústria fonográfica passa por uma terrível crise, que as leis brasileiras de incentivo à cultura são falhas e etc... Contudo, é justamente neste momento, quando a omissão do Estado e o pragmatismo do mercado se tornam asfixiantes, que surgem as mais criativas fórmulas de superação.  Dentre tantas criadas, uma das que vem ganhando mais espaço é o crowdfunding. Para quem ainda não conhece, trata-se de um financiamento colaborativo, ágil e simples, onde todos – inclusive empresas – podem contribuir para viabilizar projetos dos mais diferentes setores, incluindo aí os culturais. Durante um período pré-estipulado, é realizada a contribuição, divida por cotas de diferentes quantias, onde o artista oferece recompensas proporcionais ao incentivo recebido. Basicamente restrito ao mundo digital, os donos destas plataformas de negócios repassam a verba aos responsáveis pelo projeto, ficando com uma comissão que, geralmente, gira em torno de 5% a 15 % do valor total obtido. Assim, com baixos custos e riscos, o artista dá continuidade às suas criações, preservando totalmente seus direitos autorais. Inspirados no pioneiro Kickstarter – criado em 2009 -, alguns sites brasileiros ganharam projeção com este novo investimento: Catarse, Movere.me Embolacha vêm conseguindo uma significativa mobilização de recursos, o que significa, para muitos, a salvação da música independente brasileira. Este novo mecenato, sem sobra de dúvidas, adaptou-se muito bem a uma geração de músicos que nestes últimos anos vem obtendo visibilidade através da divulgação de seus trabalhos em redes sociais, blogs e sites. Lulina, Dudu Tsuda, Letuce, Mombojó, Kiko Dinucci, Pedro Morais, Bárbara Eugênia, Rabotnik, Pélico, Bluebell e Claudia Dorei são alguns dos artistas que vêm utilizando este recurso para conseguir apoio em suas carreiras e viabilizar seus projetos.
Já na reta final do tempo estipulado para alcançar a quantia necessária para confeccionar seu segundo álbum, a cantora, compositora e trompetista Claudia Dorei já pode se considerar uma vencedora: com o apoio de 216 participantes, conseguiu não só obter 114% do valor esperado, como também passou a almejar a concretização de alguns sonhos, como o lançamento do álbum em vinil e a produção de um clipe. Carioca, Claúdia se mudou para a capital paulista em 2002, ao passar por uma seleção que a possibilitou estudar e trabalhar com a atriz e dramaturga Denise Stocklos. Em meio às trilhas que produz para teatro, cinema e publicidade, a cantora lançou em 2009 seu primeiro álbum, “Respire”, com forte influência de música eletrônica, principalmente do trip hop. Mesmo envolvia na pré-produção de seu disco e outros tantos projetos, Claudia encontrou com o Banda Desenhada para a que foi, até agora, a mais divertida entrevista do site. Tendo como cenário um tradicional bar da Glória (RJ) e devidamente adereçada com uma tulipa de chope, a cantora contou sobre a sua carreira, os problemas por que passa a sua geração e, logicamente, crowdfunding :

BD –A cena atual é repleta de cantoras que compõem. Em sua opinião, ao que se deve isso?

Claudia Dorei –Acho muito natural, na verdade. Nem havia pensado sobre este assunto. Sempre compus e... Talvez seja alguma coisa que colocaram no nosso leite! [Gargalhadas]. É interessante a forma como vocês vêem e pensam a música, analisando o panorama. É curioso, mas, sei lá! [Risos]. Trabalhar com música é muito pessoal. É através dela que eu me expresso. Acho que não nasci pra ser intérprete. Algumas vezes penso em fazer uma ou outra releitura, mas tenho uma grande dificuldade.

BD – Mas você acabou de participar do tributo à Marina Lima [no álbum “Literalmente Loucas – As Canções de Marina Lima”] ...

Claudia Dorei – Mas aí foi um convite. A música foi dada.

BD – A Marina também é cantora e compositora, como você. 

Claudia Dorei - Sim. A Patrícia Palumbo chegou a falar isto, que havia nos escolhido por termos esta pegada, pela importância que damos ao nosso trabalho autoral e por estarmos sempre pensando o nosso som. Porque na época da Marina era tudo muito arquitetado. Havia os produtores musicais, as gravadoras... Mas, ainda assim, ela foi capaz de imprimir uma identidade às suas músicas. Eu me lembro, ainda pequena, da Marina com a guitarra, cantando e tocando de um jeito tão diferente... 

BD – E como foi o processo de releitura?

Clauida Dorei - Eu não conhecia “Solo da paixão”, só tinha ouvido o lado A da Marina. [Risos]. E aí quando fomos tirar a música, foi engraçado, porque quase todo mundo comentou: “Caralho! Que harmonia mais MPB”! [Com ar de decepcionada]. Mas no final deu tudo certo.

BD – É curioso porque, hoje em dia, este discurso é recorrente. A MPB se tornou tão velha e desinteressante assim?

Claudia Dorei – Cara, eu acho fantástica a MPB de outrora! Amo Caetano! A MPB me fez. Linda e maravilhosa! [Risos]. Mas não acredito que as minhas composições possam ser classificadas como tal. Não sei, mas acho a MPB mais sofisticada. A minha geração chutou o balde! Não perpetuamos o legado da Bossa Nova ou de qualquer outro movimento que componha a música popular brasileira. Nós fazemos as coisas do nosso jeito, inventando novas fórmulas.

BD – E, de um modo geral, todos são influenciados pelo pop. 

Claudia Dorei – É. Pena que o Brasil não percebeu isto! [Gargalhadas]. Porque a gente é pop! [Risos].

BD – E por que você acha que ainda não percebeu?

Claudia Dorei– Porque se tivesse percebido a gente poderia estar pelo menos pagando o chope com a nossa música! [Risos]. Não percebeu porque a gente está vivendo em um momento muito trágico, eu acho. É o momento em que quem faz sucesso é a Maria Gadú. São pessoas escolhidas por um cara da Globo que fala: “Vamos fazer você bombar”! Claro que a menina canta pra caramba, mas não faz meu estilo. O grande problema é que as coisas só acontecem, só geram algum retorno financeiro, se alguém fodão estiver por trás. As gravadoras praticamente faliram e só apostam em sertanejo ou em artistas com um trabalho muito popular.  E como o povão é manipulado, não tem educação de base, não vai comprar o meu som, não vai comprar o som do Romulo Fróes ou de qualquer outro da minha geração. E é foda, porque tenho um estúdio em casa e ele fica em cima da edícula onde dorme a moça que trabalha comigo. E ela, depois de ouvir a gente ensaiar, chegou e disse: “Eu quero essas músicas para mim”! Foi aí que me dei conta de como o nosso som é pop! Só que não chega ao grande público. Pelo menos não através do rádio ou de outra mídia tradicional. Quem toca a gente são pessoas específicas, como a Patrícia Palumbo que tem o programa “Vozes do Brasil” e é uma pesquisadora que está sempre ligada na cena. É até engraçado: Dou uma puta risada quando falam “Nova sei lá o quê FM” e você escuta... Phil Collins! [Risos]. Só toca coisa velha! A gente está passando por um momento muito louco, porque tem tanta coisa boa rolando! Tantos músicos legais, criativos... E cada um com a sua personalidade, com suas próprias referências. Não é uma leva de cópias. Acho que estamos num momento de espera. Temos que ver o que vai acontecer, porque não é possível... Tanta coisa boa rolando e quase ninguém tomando conhecimento!

BD - Mas ao mesmo tempo há um lado positivo que é a capacidade de vocês se manterem fazendo apenas música...

Claudia Dorei – Mas quem é que está se mantendo? Eu não me mantenho. Só consigo me manter fazendo trilhas para teatro e publicidade. É isto que paga as minhas contas. Mas e os meus músicos?... Tanto é que desisti de ter banda. Cansei, é sempre uma merreca. A exceção é o SESC, que é a parada mais legal que se tem em São Paulo. De um modo geral, a logística da minha geração é um pouco esta: ou somos pagos dignamente e corremos o risco de não ter público ou recebemos cachês baixos, mas com uma boa platéia. E é aí que está a importância do Studio SP. Porque não paga tão bem, mas tem público. Então você faz a troca. Eu sou muito desta filosofia. Se eu vou tocar por R$500, então tenho que ter público. Porque só o meu técnico de som custa R$300! Como é que eu vou pagar os músicos assim?!





BD - O que a maioria costuma dizer é que, mal ou bem, existem saídas, como o próprio SESC e os editais, que possibilitam o desenvolvimento de projetos. O que não ocorria no passado...

Claudia Dorei – Não sei, eu ainda não estou nesta categoria. [Risos]. Não mesmo. Não tenho produtor, não tenho empresário, não tenho nada disto. Nem assessoria de imprensa eu tenho! Acredito que alguns artistas consigam. A Karina [Buhr] faz show pra caramba, tem uma equipe super organizada. Ela é bem estruturada, acho ótimo! Admiro! Porque não basta só você fazer a música, você também tem que ter toda uma estratégia para se promover.

BD – É um trabalho duro. 

Claudia dorei – É, e eu não consigo fazer tudo... Não consigo fazer politica e música ao mesmo tempo! A gente tem que ser mil e um! Acho que esta é a principal característica da nossa geração. Porque nós corremos atrás, nos divulgamos e produzimos melhor do que muitos produtores executivos que tem por aí. Ninguém pensa tanto na nossa carreira quanto nós mesmos. Adoraria fazer muito mais shows do que faço. É o que gosto. Então, quando vejo que não consigo, começo a me questionar. Lancei um disco do jeito que eu queria: com beatbox, sopros... Queria que o som fosse viajante, porque adoro música eletrônica e vivi essa cena. Só que, quando leio os editais, eu até brinco: “Caralho, vou ter que botar um pandeiro, alfaia e um chocalho! E agora”?! [Gargalhada]. Eu sinto muito isto. Você abre o edital e começa a ler: “... E a pesquisa da música brasileira”... Se o seu som não tiver os elementos chavões reconhecidos por eles, já era!

BD – Mas, ao mesmo tempo, um som tão cosmopolita como o seu deve abrir portas para o mercado externo, não?

Claudia Dorei – Eu não sei, a minha banda tinha cinco pessoas... Como é que você viaja com tanta gente assim?! É caro pra caramba! O Curumin, por exemplo, teve que reduzir a um trio! Todo mundo toca tudo ao mesmo tempo para conseguir viajar! Os festivais internacionais, o WOMEX, por exemplo, não te paga nada! Você vai lá e toca! Eu não tenho estrutura para levar a minha banda para a Dinamarca, saca? Existe um tabu em relação à grana. As pessoas não falam sobre dinheiro. Posso não ser íntima de vários artistas, mas dos muitos que sou amiga, nenhum consegue pagar as contas só com o seu som. Eu não vejo. Um ganha dinheiro fazendo locução, o outro dando aulas de yoga e por aí vai... Realmente eu não sei quem está ganhando!

BD – Você falou que frequentava a cena eletrônica carioca. Como foi isso?

Claudia Dorei – Foi em 97, 98... Eu vivia na [festa] Oops! e na [Boate Atlântica] 1910... Havia também algumas festas na Fundição Progresso... Nossa, eu vivi muito essa época! (Risos). Durante uns três anos. A cena era forte, mas underground. E me influenciou para caramba. Acho a música eletrônica uma viagem, ela é cheia de camadas. Você fecha o olho e tchau! Eu amava jungle [drum and bass]! [Risos]. Porra, cara! Na 1910 a pista explodia quando rolava aquela música [da trilha sonora] do "Trainspotting" [“Born Slippy”, do Underwolrd]! [Risos]. Era puro amor! [Risos].

BD – A referência da música eletrônica veio daí, então? Havia um desejo de utilizá-la?

Claudia Dorei – Foi uma coisa natural. Eu queria fazer um som que gostasse de ouvir e acabou saindo assim. Não foi muito pensado. Faço música desde 1997, comecei com rap, e só fui lançar meu primeiro CD em 2009. Foram longos anos trabalhando, testando e amadurecendo para, enfim, poder chegar e falar: “Eu quero desse jeito”.

BD - Em todas as entrevistas e matérias sobre você há referências ao trip hop. É interessante reforçar esse lado do seu trabalho? Ela não te aprisiona?

Claudia Dorei – Os jornalistas precisam fazer isso. Eles precisam rotular as paradas. Eu ainda não sei como vai ser o próximo disco. Sei que vou trabalhar com o Cavalaska e já tenho as músicas, mas só. Se o resultado será trip hop ou sei lá o quê, não faço a menor ideia. Rola uma expectativa, porque já fui chamada de a “brasileira do trip hop” e, realmente, muitos fãs do gênero acabam se identificando com o meu som graças a este rótulo. Mas também tenho vontade de fazer um disco, em algum momento, de voz e violão. Por que não? Não me sinto presa à coisa alguma. Não penso no externo para fazer a minha música. Ninguém está me pagando nada, não devo nada a ninguém. Sei que sou criativamente inquieta e adoro pesquisar novas sonoridades. Neste processo, as coisas vão me influenciado e só quando boto pra fora é que percebo o que se tornou referência ou não. Realmente não sei trabalhar de outro modo. Vejo que tem gente que faz isso: “Olha essa música do Thivery Corporation, vamos fazer um negócio assim”! Não consigo! No primeiro álbum, fiz um núcleo: Eu, Renato Gama e o Yuri Pinheiro. Foi a Arícia [Mess] que me apresentou o Yuri. Ele me ensinou tudo de computador, é o meu querido mestre tecnológico. Tudo que eu queria aprender a anos, o cara foi lá e me ensinou em um mês! Foi graças a ele que comecei a fazer trilhas. O cara me instrumentalizou. E aí, quando fui no show da Joana Flor, conheci o Renato. Quando ele desceu do palco, fui lá e me apresentei. Viramos amigos. Pensei que seria muito legal juntar os dois: o Yuri, que é um cara totalmente contemporâneo e hypado; e o Renato, um negão da Zona Leste, do samba e do hip hop. Eu adoro trabalhar com as diferenças. Nunca fui de nenhuma panela. Porque, fatalmente, ela vai me limitar. Em onze encontros a gente fez todas as músicas de meu primeiro disco. Só que depois o Yuri e o Renato brigaram, acabaram saindo e fiquei sozinha! [Risos]. O Renato era o que vinha com a harmonia. Ele toca violão superbem. O Yuri trazia o clarinete e outros instrumentos de sopro, e eu vinha com a melodia e a letra. “Já Passou” surgiu assim. Fiz a letra em cima e o Yuri fez o riff. E aí quando botei o beatbox e pedi pro Estevan Sincowitz fazer uma parada viajante na guitarra, com muito delay, a música ficou daquele jeito. Todo mundo falou: “Porra, é 'Glory Box'”! E não era. Acho que o Renato nunca tinha ouvido Porstishead, saca?


BD – Você também tem outro projeto em andamento, além do segundo álbum, não?

Claudia Dorei – Sim, o “Malika”. Ele nasceu por causa do CD da Marina Lima. Quando a Patrícia me chamou para fazer e disse que a gente teria total liberdade de criação, na hora me lembrei do Cavalaska. Fui tocar um dia numa festa da Elza Cohen e havia uns DJs... Eu estava muito fora da noite, fazia tempo. Quando eles começaram a tocar, fiquei louca e dancei sozinha a festa toda! A galera foi indo embora e eu lá amarradona. Não tinha nem bebido! Quando acabou, fui lá falar com eles: “Porra, que som é esse que vocês tocaram? O que é isso”?! Era dubstep. Aquilo era tudo o que eu queria fazer! Parecia uma evolução do trip hop. E aí comecei a fuçar na internet. Entrei no Rraurl, que é um blog brasileiro super moderno de música eletrônica contemporânea e aí, por acaso, estava lá: “Cavalaska, o DJ de dubstep do Brasil”! Aí fui atrás desse cara! Falei com a Elza e ela me apresentou a ele. Faz uns dois anos. A gente até fez uma música, mas "miou", não rolou muita coisa, pois ainda estava em turnê com o meu primeiro álbum. E aí, quando me convidaram para o projeto da Marina, na hora eu pensei nele. Fizemos a música em três dias! E eu adorei. A gente fez tudo virtual, foi tudo no Dropbox. Só fomos nos encontrar no ensaio para o show. E foi ótimo, porque eu queria ver se nós iríamos funcionar no palco. Era um teste muito bom para saber se ia rolar ou não. Um monte de gente com banda e eu só com o Cavalaska! Foi superpositivo. Aí eu falei pra ele: “Vamos fazer um trabalho pra gringa? Meu inglês é superbom”! Ainda nem estava pensando no meu disco novo. E o cara topou! Mandei umas coisas que gostava, pra ele sacar meu universo, Radiohead, Bjork, CocoRosie; e ele me mandou a primeira base. Eram umas 10 e meia da noite. Eu ouvi e a parada bateu muito forte. Fui pro estúdio e em meia hora já estava com as vozes finais. Nunca fiz uma música tão rápido! Enquanto cantava cheguei a ficar um pouco preocupada se não poderia soar caricato, mas resolvi mandar pra ele assim mesmo. Aí fui pro quarto e deixei o Facebook aberto. Daqui a pouco aparece uma mensagem assim: “Mulher! Caramba! Não acredito! Você fez exatamente o que pensei! Que voz do caralho”! Aí pensei: “Wow”! [Gargalhadas]. Então realmente não estava caricato, havia achado um novo canal para o meu trabalho. E por isso resolvi adotar outro nome: “Malika”. O disco já está pronto. Começamos no dia 17 de agosto e terminamos no dia 30 de setembro. A ideia  é achar um selo lá de fora e lançar por lá, para poder fazer shows pelos circuitos da Europa e dos EUA. 

BD – e ainda tem o seu segundo álbum...

Claudia Dorei – Que é este em que estou no Embolacha. É muito legal esta sacada do crowdfunding. Era uma coisa que eu não sabia. Um dia fui visitar uma amiga figurinista que é casada com um produtor. Ele entrou no papo e falou sobre essa história de financiamento colaborativo. Cheguei em casa, entrei na internet e procurei. Abri um site americano, exatamente o do crowdfunding da cantora do Pomplamoose. Ela havia pedido 20 mil dólares e conseguiu 80 mil! Fui procurar se tinha algo parecido no Brasil. Imbecilmente achei que teria que me cadastrar num site americano. Mas comecei a fuçar e encontrei o Embolacha com os projetos da Letuce e do Autoromas. Pedi pro meu primo me filmar e, me baseando no que havia visto, improvisei. É a maior ralação! Redes sociais, e-mails... Encho o saco de todo o mundo! [Risos]. Crio eventos no Facebook de dois em dois dias! [Risos]. Em menos de vinte dias capitei 10 mil reais! E é uma grana que realmente não tenho. O Dia que alcançamos a meta foi emocionante! Porque ainda estávamos na metade do tempo! Dá uma puta vibe pro CD. É muito legal saber que tem um público que gosta do seu trabalho e que está disposto a contribuir para que você continue criando. 

BD – E nós ainda nem colaboramos! (Risos).

Claudia Dorei – Ajuda nóis aí! Pra podermos fazer vinil, clipe, figurino e pagar o fotógrafo gente fina que conheci! [Risos].

BD – Só o fotógrafo?! Sei! [Gargalhadas].







http://www.myspace.com/claudiadorei
http://www.embolacha.com.br/projeto/95-claudia-dorei-segundo-cd-se-vc-adora-vc-ajuda


5 Responses to declare independência!

  1. FOQUINHA :

    Clareza, verdade, talento, humor, mais talento! Certeza do caminho, se for por entre as pedras viro rio... como dizia o poeta! Sumemo, Claudia D'orey!!!
    Admiro a pessoa e a artista, bem muito!
    super bacana esta entrevista; muito bom Daryan! muito bem Claudinha! bjs Foquinha

  2. Parabéns! adorei a entrevista!
    a fluência e sinceridade das respostas da Dorei são demais!
    Amo suas músicas!
    Dorei é uma artista sensível e corajosa! além de talentosa!!!!!
    Quero mais!!!!!!!!

  3. Anônimo :

    muito bom!abriu o coração expôs as fraquesas e coragens encarou a defesa e gol! exemplo de batalha e perseverança (e muita inteligência para usar estas traquitanas locas do mundo contemporâneo, rs).

  4. Uma mulher com personalidade, batalhadora, guerreira. É dificil parar uma pessoa assim....Claudia Dorei é um exemplo que por mais que as coisas não caminhem do jeito que queremos, isso ˜ão é motivo para arrumar desculpas e ficar reclamando da vida. Produzir e criar é a vida dessa artista que logo logo vai bombar no mundo pop e quando digo mundo espero que seja fora do Brasil, porque ela é boa demais pra estar domingo no Faustão.

    BJs Claudia D parabens!!!

  5. Anônimo :

    inspiradora claudia dorei!!!!
    verdadeira!
    viva a nossa geração que chuta o balde, que abre o coração,
    que vira do avesso pra sobreviver.

    a hora é essa!

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